Síndrome de Burnout - Saúde Bem Explicada

Saúde Bem Explicada2 de julho de 20183min260
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De acordo com a ISMA-BR, associação integrante da International Stress Management Association, 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout. Ela se desenvolve sequencialmente, e resulta em três problemas principais: a exaustão emocional, caracterizada por fadiga, fraqueza, falta de esperança, impaciência, irritabilidade e dificuldade em lidar com as situações estressantes; a diminuição da realização pessoal, caracterizada, por exemplo, pela baixa satisfação com as atividades do trabalho e pela perda da competência; e a despersonalização, ou seja, o distanciamento afetivo e a insensibilidade em relação às demais pessoas.

Dentro deste percentual, existe um segmento de profissionais que estão mais pré-dispostos a este tipo de doença: os profissionais de saúde. As instituições hospitalares já conhecem os resultados desta síndrome, na eficiência e na falta de humanização dos serviços, principalmente entre as equipes assistenciais.

Uma das apostas de prevenção desta síndrome dentro do ambiente hospitalar é o investimento na capacitação não técnica das equipes multidisciplinares das unidades. As equipes assistenciais são constituídas por profissionais já formados para isso, mas que muitas vezes não têm desenvolvidas as necessárias habilidades de organização de processos assistenciais, trabalho em equipe, liderança, comunicação e empatia, tanto entre os integrantes da equipe como com os pacientes e seus familiares. Desenvolver ou ampliar as muitas variáveis não técnicas nas equipes multiprofissionais promove, comprovadamente, a melhoria na qualidade da assistência.

Segundo César Bortoluzo, Líder Executivo da Delphos – Medicina, Consultoria e Gestão – o fato dos profissionais de saúde lidarem diariamente com a dor física e inexorável finitude da vida contribui para o surgimento da síndrome. ” É um aspecto que fragiliza o indivíduo, por mais competente que ele seja nos aspectos técnicos da sua profissão. Poder concentrar-se em entender as dores, comunicar-se com as pessoas doentes, com os companheiros de equipe, bem como em lidar com as próprias frustrações, dá à essa pessoa a oportunidade de mitigar o sofrimento próprio do exercício da profissão”.

Fonte: Assesoria de Imprensa