Sessão Humanidades no Hospital Samaritano fala sobre genetica - Saúde Bem Explicada

Saúde Bem Explicada4 de maio de 20183min394
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” Um olhar para a genética: as escolhas que nossos avós não faziam” foi o tema da 38° reunião do projeto Humanidades realizada ontem,  3 de maio, no Hospital Samaritano, em Botafogo. A palestrante
Mayana Data, Diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células Tronco da USP, levantou questões sobre a possibilidade que escolas e empregadores terão de pedir testes genéticos para medir genes de inteligência, propensão ao vício e tendência criminal.

Também será permitido saber a predisposição maior de crianças para esportes de explosão ou de resistência e levantou as  perguntas: se a criança não tiver a variante de atleta ela será desestimulada? É se ela tiver e não gostar de esporte, ela  vai ser forçada a ser atleta?

Mayana mostrou que uma pesquisa identificou os genes transportadores da serotonina em ingleses e brasileiros e se verificou que os brasileiros podem ser mais felizes por uma questão genética e não por conta do sol, futebol e carnaval.

Outra informação que chocou a plateia foi uma pesquisa realizada com pais surdos indicando  que eles selecionaram embriões com mutação para surdez para seus filhos justificando que dessa forma se comunicaram melhor com seus filhos.

Sobre a identificação dos genes do otimismo foram levantadas as seguintes dúvidas:  será possível atuar nesses neurotransmissores e aumentar o otimismo, melhorar o mau humor e criar a pílula da felicidade? Ao se identificar as pessoas ” geneticamente infelizes” poderá haver maior compreensão com essas pessoas?

Ela falou ainda que no futuro teremos sensores para reconhecimento facial e biométricos e que será possível saber como cada frase atua sobre a pressão sanguínea.

Muitas perguntas lançadas pata a plateia que saiu de lá pensando em como as informações genética serão usadas, se será possível fazer edição de genes e desenvolver drogas para aumentar a inteligência.