Investimento em atenção primária reduz número de internações no Rio de Janeiro - Saúde Bem Explicada

Saúde Bem Explicada3 de julho de 20173min103
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A clínica da família é a porta de entrada de pacientes que se tratam no município do Rio de Janeiro. Focada num modelo de atendimento baseado em territórios, hoje são 233 unidades em funcionamento. Entre 2008 e 2016, 115 foram construídas. Desde a implantação do modelo, em 2008, a cobertura de Saúde da Família na cidade passou de 3% para 70% em meados de 2017.

A clínica da família é a porta de entrada de pacientes que se tratam no município do Rio de Janeiro. Focada num modelo de atendimento baseado em territórios, hoje são 233 unidades em funcionamento. Entre 2008 e 2016, 115 foram construídas. Desde a implantação do modelo, em 2008, a cobertura de Saúde da Família na cidade passou de 3% para 70% em meados de 2017.

Segundo Daniel Soranz, ex-secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro no período de 2014 e 2016, pesquisador, médico sanitarista e mestre em saúde pública, a reforma no sistema de saúde teve como finalidade a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde.

“Em 2016 havia uma carência de médicos da família no mercado de trabalho ou em locais de extrema violência. Para resolver esse problema foi feito um planejamento na formação médica para que em 10 anos todos os médicos de família das equipes pudessem ter residência médica em medicina de família e comunidade. Foi estipulada a abertura de 220 vagas de residência por ano, criação de plano de carreira com incentivo à formação e alto investimento em melhoria das estruturas físicas das unidades”, explicou Soranz.

De acordo com Leonardo Graever, superintendente da Atenção Primária à Saúde, da Subsecretária de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde do município do Rio de Janeiro, o número de internações por condições sensíveis à atenção primária vem diminuindo em função do atendimento nessas unidades.

“Há menos pessoas sendo internadas por doenças como diabetes e pneumonia, por exemplo. Esse modelo de atendimento ajuda na prevenção e na promoção da saúde”, disse Graever.

Segundo Leonardo Castilho – assessor da Subsecretária de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, as unidades dispõem de uma equipe multidisciplinar integrada por pelo menos um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem, agentes de vigilância sanitária, agentes comunitários de saúde, dentista, técnico ou auxiliar de saúde bucal.

Castilho afirmou que pelo menos 40% do atendimento é de pessoas que procuram a unidade espontaneamente, ou seja, sem consultas agendadas. O horário de atendimento vai das 8h às 20 h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados das 8h às 12h.