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Saúde Bem Explicada28 de setembro de 20184min303

 

Endocrinologista alerta para risco de saúde da gestante e do bebê

O período da gestação e os primeiros dois anos de vida da criança podem ser críticos em muitos aspectos. “Mesmo antes de engravidar a mulher já deve cuidar de sua saúde, buscando atingir um peso adequado, caso esteja com sobrepeso ou obesidade. Alguns hábitos maternos tendem a aumentar as chances de o bebê se tornar uma criança obesa”, explica a endocrinologista Dra. Patrícia Peixoto, Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Abeso Endocrine Society.

A médica apresenta três fatores de risco na gravidez que levam ao aumento de peso dos crianças já na infância e também na fase adulta:
1. Tipo de parto;
2. Diabetes gestacional;
3. Sobrepeso ao engravidar.

“A via de parto interfere na microbiota intestinal do bebê (grupo de bactérias que mora em nossos intestinos). Os que nascem de parto normal tendem a ter bactérias mais favoráveis, enquanto os nascidos de cesariana apresentam uma microbiota que favorece o aumento de peso corporal. Uma criança nascida de parto cirúrgico tem 15% a mais de chance de se tornar obesa em relação às que nasceram de parto via vaginal”, alerta a endocrinologista.

Uma grande quantidade de gordura ingeridas durante a gestação também pode ser prejudicial.  “Isso pode interferir na formação de uma boa microbiota no intestino do bebê, o que, consequentemente, afeta o sistema imune e o ganho de peso da criança”, destaca Dra Patrícia .

O diabetes gestacional, por conta de fatores alterados no ambiente intrauterino, tende a aumentar em mais de 50% o risco de obesidade quando a criança alcança a fase dos 9 aos 11 anos.

“Mulheres com sobrepeso ao engravidar, assim como as que ganham mais peso do que o indicado durante a gestação também transmitem ao bebê um risco aumentado de diabetes e obesidade. Por outro lado, o ganho de peso abaixo do indicado também é capaz de colocar o bebê em risco futuro de hipertensão arterial e diabetes”, explica Dra. Patrícia Peixoto.

A médica alerta que já antes da gestação e durante o pré natal é fundamental que a mulher passe por uma avaliação e acompanhamento endócrinometabolico e nutricional para que se crie um ambiente adequado ao bebê para um desenvolvimento saudável.

 

 

Fonte:

Dra. Patrícia Peixoto

Endocrinologista e palestrante do projeto Ases Care de atenção multidisciplinar ao paciente diabético.

É Membro efetivo da SBEM (sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia), da Abeso (Associação brasileira para estudos da obesidade) e da Endocrine Society.

Fez Medicina e Residência Médica na UFRJ ( 2004).

É coordenadora do projeto Viver saudável, de tratamento multidisciplinar de obesidade pela prefeitura de Campos dos Goytacazes. (RJ).

Participa de cursos e congressos nacionais e internacionais como o recente Clínical endocrinology Update em Miami (setembro/18).

Fonte: Simone Barrros Comunicação


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Saúde Bem Explicada20 de setembro de 20183min277

Embora o Estatuto do Idoso esteja debutando este ano, nada mudou em relação às Políticas Públicas e aos Projetos Sociais, que tenham como temática central o envelhecimento.

Para construir uma rede colaborativa de empreendedores, agentes públicos e privados engajados nessas iniciativas e contribuir para ampliar a voz dos Conselhos representativos, surgiu através da engenheira, Carlota Esteves, o Movimento LONGEVIDADE BRASIL.

E assim, para chamar a atenção da sociedade para a causa “Longevidade, com Saúde e Qualidade de Vida”, o Movimento LONGEVIDADE BRASIL, estará realizando a Semana da Longevidade 2018, durante os dias 01 a 05 de Outubro, com fórum, mesas de debates e oficinas, celebrando além dos 15 anos do Estatuto do Idoso, o Ano da Valorização e Defesa dos Direitos Humanos e da Pessoa Idosa e o Dia Internacional do Idoso.

A Abertura, no dia 1° de outubro, será no Centro de Estudos Pró Saber, no Largo dos Leões, com o lançamento do Projeto SER Longevidade Brasil, prosseguindo com o Fórum LONGEVIDADE BRASIL, nos dias 02 e 03/10, na Faculdade SENAC-RJ, na Cinelândia, encerrando com o Dia de SER Longevidade Brasil, nos dias 04/10 na UVA , Campus Tijuca e 05/10 , na UNATI/UERJ, com painéis, mesas, palestras, oficinas e mostra de produtos e serviços voltados para a saúde e melhoria da qualidade de vida das pessoas. “Nosso intuito é realizarmos uma reflexão sobre a situação atual do Brasil, que deixou de ser “o país do futuro”, onde os jovens eram maioria. Nosso propósito é orientar o público, na busca de caminhos para uma longevidade saudável em suas múltiplas dimensões: econômica, social, política e cultural”, diz Carlota Esteves, líder do Movimento.

O evento conta com o apoio do Grupo Mulheres do Brasil, Pró Saber, Papel Semente, printmill, bq.escritórios, SENAC-RJ, SESC-RJ, UVA, UNATI/UERJ e a participação de parceiros como a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, PUC 50+,  UNATI/UVA, UNATI/UNISUAM, UNATI/UCB, UNATI/UFF, HealthFy, e empresas como Drogaria Galanti, CentroSolidarIdade, Grupo Empreendedoras Sempre, ATPress Viagens e Turismo, e de outras instituições públicas e privadas parceiras.


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Saúde Bem Explicada11 de setembro de 20185min210

Uma das doenças degenerativas do cérebro que mais cresce entre os idosos é o Alzheimer. Hoje é uma das formas mais comuns de demência. No dia 20 de setembro, quinta-feira, às 18h30, o neurologista André Lima vai realizar  uma palestra sobre o assunto na Clínica Neurovida. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelos telefones: 3738-9800/97513-2413 (whatsapp) e as vagas são limitadas.  A Neurovida fica na  Av. Lúcia Costa, 17.970 – loja E, esquina com a Rua Gilka Machado, no Recreio dos Bandeirantes.

O evento acontece para chamar atenção para a doença – 21 de setembro é o Dia Mundial de Combate a Doença de Alzheimer – que acomete aproximadamente entre 50 e 60% da população idosa mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Ainda não há um diagnóstico definitivo, apenas um diagnóstico de exclusão. No momento não há cura e não tem como ser evitada.  O que é possível fazer é minimizar as causas ainda quando se é jovem tendo uma melhor qualidade de vida.

Segundo a ONU, 75% dos doentes de Alzheimer desconhecem que sofrem do mal e a família, às vezes, é a última a perceber que aquele “simples” esquecimento, no idoso, é um dos sintomas iniciais. Além disso, muitos enfrentam o problema com a assistência médica. Com a crise e o achatamento das aposentadorias, a maioria não tem condições de pagar um plano de saúde e depende dos hospitais públicos/SUS que não oferecem um atendimento de excelência e acompanhamento constante.

O tratamento da doença requer um atendimento multidisciplinar com atendimento por profissionais da área da neurologia, clínica médica, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição. A doença manifesta-se através de uma demência progressiva, que aumenta sua gravidade com o tempo e os sintomas começam lentamente e se intensificam ao longo dos anos. É um conjunto de sintomas que provoca alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento e habilidades visuais-espaciais), físico (problemas de marcha e deglutição) e também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), limitando, progressivamente, a pessoa nas suas atividades diárias.

Pode ser que os primeiros sintomas comecem alguns anos antes dos familiares perceberem que o idoso está com a demência. Podem ser esquecimentos simples, como troca de nomes dos netos, repetição de uma mesma história várias vezes e mudança de comportamento ou comportamento não adequado. Quanto antes se iniciar um tratamento, procurando a ajuda de um profissional da área médica, melhor será para  retardar o avanço da doença. Um diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento, que tem como objetivo frear o progresso da doença.

Os cuidados com o paciente são essenciais para que ele tenha conforto. O convívio familiar também e muito importante. Sempre observar as mudanças de comportamento, ter cuidados com a higiene para evitar infecções, não entrar em conflitos e principalmente ter muita paciência e amor.

Junto com os doentes, cresce também o número de familiares cuidadores que possuem sua rotina afetada pela doença. É comum este cuidador desenvolver doenças originadas pelo estresse. Além de vários outros problemas físicos, esse familiar pode apresentar também depressão, exaustão, insônia, irritação e falta de concentração. São problemas tanto físicos quanto psicológicos. Isso ocorre devido à sobrecarga de tarefas com o doente que aumenta com a evolução da doença.

Algumas dicas podem ajudar o cuidador a diminuir o estresse diário. Uma delas é aumentar o conhecimento sobre a doença, isso faz com que o familiar se prepare para as etapas do processo de demência, encarando as dificuldades de maneira mais prática. É importante que a pessoa tenha um sono reparador, pratique atividades físicas, tire um momento para si, mantenha uma rotina com amigos, medite, exercite a espiritualidade e se preciso participe de grupos de apoio.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa MVigo Assessoria de Comunicação


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Saúde Bem Explicada3 de setembro de 20183min199

Ação aconteceu simultaneamente em mais de 40 cidades do país e reuniu milhares de pessoas em prol de pacientes renais crônicos

A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplantes (ABCDT) promoveu  na último dia 29 o Dia D da Diálise. A ação, que é fruto da campanha “vidas importam, a diálise não pode parar”, ocorreu simultaneamente em diversas cidades do país e mobilizou milhares de pessoas em defesa do tratamento renal. Um verdadeiro sucesso.

Dentre as cidades que receberam o maior número de pessoas apoiando a iniciativa e causaram maior visibilidade para a campanha estão: Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Joinville (SC), Campo Mourão (PR), Curitiba (PR), Rio do Sul (SC), Porto Velho (RO) e Natal (RN).

Dr. Carlos Pinho, Secretário Geral da ABCDT, participou da campanha realizada no Rio de Janeiro. O evento contou com material explicativo sobre os tratamentos, além de aferição de pressão arterial, simulação de hemodiálise e teste glicêmico para os participantes. No local, que teve ampla cobertura da imprensa, estiveram presentes: familiares, pacientes, médicos, funcionários de hospitais e representantes de indústrias, empresas e redes clínicas.

O Secretário também participou da Audiência Pública solicitada pela Associação dos Renais e Transplantados do Rio de Janeiro, na Assembleia Legislativa do Estado. No encontro, foi reivindicado o financiamento adequado para o setor e a garantia de acesso a diálise para as mais de 120 mil pessoas com problemas renais crônicos, no Brasil.

A campanha está sendo extremamente positiva e comemorada pelos idealizadores do “vidas importam, a diálise não pode parar”. Segundo Carlos Pinho, o movimento faz com que o público assuma um papel de protagonismo na luta para a qualidade de vida dos pacientes renais em nosso país.

 

Sobre a ABCDT

Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante é uma entidade de classe que representa as clínicas de diálise de todo o país. A ABCDT tem como principal objetivo zelar pelos direitos e interesses de seus associados, representando-os junto aos órgãos públicos, Ministério da Saúde, Senado Federal, Câmara Federal, Secretarias Estaduais e Municipais. A mesma ainda representa as clínicas em ações judiciais, defendendo seus interesses individuais e coletivos.

Divulgação: Assessoria de Imprensa máquinacohn&wolfe

Foto: Divulgação


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Saúde Bem Explicada24 de agosto de 20185min192

Aplicativo de doação de sangue será lançado no ABC

 

O aplicativo Time do Sangue foi lançado no último dia 15  na região do ABC paulista e passou a  operar em quatro postos de coleta da região facilitando a vida de quem gosta de ajudar o próximo. As unidades atendidas são da rede Colsan (Associação Beneficente de Coleta de Sangue) e ficam localizadas em Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

A partir de agora, os doadores de sangue que moram nessas cidades contam com a facilidade de poder agendar a doação no posto de coleta mais próximo. Dessa forma, o processo fica mais rápido, já que não há necessidade de aguardar na fila: no horário marcado, o voluntário é atendido. Além disso, o app notifica os doadores quando há campanhas ou quando ele puder realizar uma nova doação. O Time do Sangue está disponível gratuitamente nas plataformas IOS e Android.

O objetivo da implantação nos postos da rede Colsan no ABC é aumentar o número de doações regulares de sangue nessas unidades. Em outras cidades em que o app opera, houve, em média, um aumento de 10%. De acordo com Juliana Aguiar, diretora do Time do Sangue, as facilidades oferecidas pela ferramenta são responsáveis pela redução das desistências. “Como o processo é mais rápido, as pessoas conseguem se programar e, assim, não desistem de doar por causa de uma possível demora no atendimento”, analisa.

Confira quais postos de coleta serão atendidos pelo app Time do Sangue no ACB:

Hospital Estadual Mário Covas
Rua Dr. Henrique Calderazzo,321 – Santo André/SP

 

Centro Hospitalar Santo André
Av. João Ramalho,326 – Santo André/ SP

 

Hemocentro Regional São Bernardo do Campo – Colsan
Rua Pedro Jacobucci, 440 – Jardim das Américas – São Bernardo do Campo/SP

 

Núcleo Regional de Hemoterapia Dr. Aguinaldo Quaresma
Rua Peri, 361 – Oswaldo Cruz – São Caetano do Sul/SP

Quem pode doar sangue?

Segundo o Ministério da Saúde, para fazer a doação de sangue é preciso que o voluntário tenha boa saúde, idade entre 16 e 69 anos e pesando, no mínimo, 50 kg. No caso dos menores de 18 anos, a doação deve ser feita na presença de um responsável legal e mediante a apresentação de um documento oficial com foto.

Além disso, o doador não pode ter contraído doença de Chagas, Aids, sífilis e hepatite. Dentro do período de um ano, homens podem doar quatro vezes e mulheres três. Gestantes e lactantes, além de pessoas que tomaram a vacina contra a febre amarela há menos de 30 dias, não podem doar.

 

Sobre o Time do Sangue

 

O Time do Sangue é uma startup do bem, que tem o objetivo de facilitar o processo de doação de sangue por meio do agendamento via aplicativo. O Time do Sangue conecta hemocentros e doadores e pode, inclusive, ser utilizado em campanhas de doação para atender demandas de emergência. Para o usuário, o diferencial é que o app significa uma melhoria no atendimento, evitando filas de espera.

Criado em 2017, o Time do Sangue está disponível gratuitamente para as plataformas IOS e Android. Por meio do app, o usuário tem acesso a informações pertinentes e recebe lembretes para que possa voltar a doar sangue assim que possível. Já os hemocentros têm a possibilidade de conhecer a demanda de doação e preparar seus colaboradores para receber os doadores de acordo com os horários de agendamento. O Time do Sangue tem como missão atingir os níveis ideais de doação no Brasil, tornando a doação de sangue um hábito.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Time do Sangue

 


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Saúde Bem Explicada4 de agosto de 20183min186

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), até o final de 2018 cerca de 16.370 novos casos de câncer de colo do útero serão diagnosticados. Este é o terceiro tumor mais frequente nas mulheres, atrás do câncer de mama e do colorretal e a quarta causa de morte no Brasil. Visando alertar o publico feminino sobre a importância da prevenção, a Clínica Neurovida está promovendo uma campanha.  As 20 primeiras consultas ginecológicas do mês de agosto contarão com o exame preventivo gratuito. As inscrições já estão abertas.

 

A ideia de realizar campanhas de prevenção surgiu, segundo o neurologista André Lima, diretor da Neurovida, da necessidade de chamar atenção da população para a prevenção, evitando que as pessoas só procurem um médico quando já estão doentes. “Precisamos chamar atenção para a prevenção, realizando campanhas sobre o assunto. Se tivermos conhecimento de alguma doença no estágio inicial, o tratamento é menos complexo, com menor custo e as chances de cura são maiores”, explica o diretor da Neurovida.

 

A proposta é que a clinica ofereça várias campanhas ao longo do ano, de acordo com datas temáticas e também envolvendo as especialidades médicas. “Vamos organizar palestras também sobre o Alzheimer, Parkinson, AVC, e organizar ações para aferir gratuitamente a pressão arterial e taxa de glicose” diz Lima, anunciando que em alguns meses outros exames de imagem e sangue também estarão presentes gratuitamente nas campanhas.

 

As inscrições para participar da campanha de prevenção ao câncer do colo do útero, que acontecem  agora em agosto, podem ser feitas pelos telefones (21)  3738-9800/ 97513- 2413 (whatsapp).

O câncer de colo do útero pode ser ocasionado por uma infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV. A infecção por esse vírus é muito freqüente e em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que podem evoluir para um câncer. Essas alterações das células são descobertas com o exame preventivo (Papanicolau) e são curáveis na quase totalidade dos casos se diagnosticadas a tempo. (Fonte: INCA).

 


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Saúde Bem Explicada30 de julho de 20186min574

O Clube da Memória usa atividades para estimular o cérebro dos pacientes

 Apesar de ser um sintoma muito ligado ao Alzheimer, a perda da memória pode ter muitas origens, incluindo depressão, estresse, carência de vitaminas, traumatismo craniano, perfuração por arma de fogo (PAF) na região da cabeça e acidente vascular. Presente também na terceira idade, a perda de memória vai, aos poucos, apagando informações recentes e promovendo esquecimentos que afetam o dia a dia de uma pessoa. A estimulação da região cerebral, por meio de jogos e atividades, pode retardar o progresso do Alzheimer em estágios iniciais da doença e acelerar a recuperação em alguns casos de traumatismo.

Por acreditar na importância da estimulação cerebral como parte efetiva do tratamento, a Medcenter Policlínica disponibiliza para o público o Clube da Memória.

Segundo Celma de Albuquerque Marcelino, neuropsicóloga da clínica, o cérebro precisa ser estimulado durante toda a vida e receber a mesma importância que o restante do corpo. Isso porque, desde o nascimento, existe um processo de perda constante de neurônios que só é reduzido por meio de estímulos mentais que fazem parte do desenvolvimento humano, como aprender um idioma e conhecer rotas e caminhos no bairro. Quanto mais o cérebro for estimulado, mais sinapses são criadas e novas redes neurais são estabelecidas.

As pessoas costumam confundir esquecimento, lembrança tardia e perda de memória, mas esses três estágios fazem parte de um mesmo processo. O esquecimento – que é normal, já que nem toda informação é armazenada – pode dar origem às lembranças tardias. De forma geral, o fato de haver lembrança significa que a pessoa tem consciência e busca estratégias para lembrar. As lembranças tardias podem ser apenas um declínio normal do envelhecimento, mas é o momento ideal para se prevenir e aumentar a atividade cerebral. Mas se esses fatores estão afetando a rotina e se a própria pessoa desconhece essas dificuldades, ou seja, ela esquece que esqueceu algo, passa a ser considerado perda de memória”, explica Celma. E é aí que entra o Clube da Memória.

Criado pelo time de psicólogos e neuropsicólogos da Medcenter Policlínica, o Clube da Memória reúne diversos pacientes vítimas de doenças que afetaram sua capacidade cerebral e pessoas na terceira idade para que, juntos, estimulem o cérebro por intermédio de diversas atividades cognitivas ativas e funcionais, que trabalham a atenção, a concentração, o raciocínio, a linguagem e a memória. Os encontros serão semanais e em grupo, com um número limitado de pessoas.

Uma coisa que buscamos no Clube da Memória é o desapego ao acerto. Muitas pessoas chegam com medo de mostrar aos outros que não conseguem se lembrar das coisas ou que são mais lentos para acompanhar as atividades. Elas têm vergonha de errar, mas mostramos que o essencial não é o acerto, mas as várias tentativas de realizar as tarefas. Aos poucos, esses desafios mentais vão melhorando a performance do cérebro. E o mais importante é que esse progresso é feito em grupo”, afirma a neuropsicóloga.

Segundo a especialista, cuidar da saúde do cérebro é tão importante quanto cuidar da alimentação e da saúde do corpo e praticar exercícios físicos e deve ser feito da forma mais precoce possível. Nesse caso, a prevenção faz-se importante para que corpo e mente sigam saudáveis lado a lado. 

Fonte: Assessoria de Imprensa: Saúde em Pauta


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Saúde Bem Explicada13 de julho de 20184min784

Eu nunca tive um animal de estimação. Há três anos passei uns dias na casa de uma amiga e sua cadelinha não podia me ver no sofá que vinha ficar ao meu lado. Desde então, entendo quando as pessoas falam com tanto amor de seus bichinhos. Viver o luto pela morte deles deve ser realmente muito sofrido. Felizmente têm profissionais preocupados com o assunto.

As psicólogas Glauce Corrêa e Erika Pallottino coordenam um grupo formado pelos  veterinários Frances Marie Tims, Andrea Barboza, Rômulo Braga, Rita Ericson e Gilberto de Araújo para que eles possam levar  para dentro das clínicas veterinárias a melhor forma de lidar com o luto e a terminalidade. Além disso, os profissionais promovem mensalmente encontros  gratuitos de duas horas com pessoas que vivem esse luto. O objetivo é abrir espaço para que elas falem de sua dor e possam chorar sem serem julgadas.

Conversei um pouco com parte do grupo ontem, 11/7, e pelo que entendi para os veterinários trabalhar com eutanásia é um sofrimento enorme e é realmente preciso entender a dor das pessoas, assim como  manter a própria estrutura emocional. Como os animais vivem bem menos do que os homens, os veterinários muitas vezes o acompanham durante toda a vida e o momento da morte também é muito doloroso para eles.

Para Glauce, as situações de sofrimento e angústia, muitas vezes carregados de problemas de ordem existencial ou pessoal, mais o despreparo para lidar com a dor do proprietário junto com o sofrimento real que passam na rotina de trabalho levam estes profissionais à Síndorme de Burnout. O luto por animais de estimação não é reconhecido, embora eles sejam criados como membros da família. A intensidade da dor não é validada por pessoas que não compreendem esse afeto. Para muitos o tempo de sofrimento pelos seus bichinhos é injustificável.

Erika acredita que em um mundo em que as pessoas estão cada vez mais conectadas na internet, o animal chega para promover afeto.  O bicho pede carinho, atenção.  Segundo ela, hoje é muito comum assistirmos  cachorros em carrinhos de bebê pelas ruas e nos carros em cadeirinhas próprias para crianças.“ Passear com os cães socializa, leva as pessoas para a rua e a interagirem”. O animal também é cada vez mais visto como um suporte emocional. Muitas vezes chega depois da morte de um familiar e uma separação.

Eu mesma percebo como meus amigos e  conhecidos estão mais abertos para mostrar seu amor pelos animais. Erika fala que os vínculos sempre existiram, mas agora há  maior exposição. Para participar do grupo dos enlutados pet é preciso enviar um e-mail para tanatovet@gmail.com  a fim de que uma psicóloga possa entender melhor a história da pessoa e avaliar  o perfil para inclusão no grupo que normalmente tem entre 10 e 12 pessoas.

 

 


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Saúde Bem Explicada2 de julho de 20183min253

De acordo com a ISMA-BR, associação integrante da International Stress Management Association, 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout. Ela se desenvolve sequencialmente, e resulta em três problemas principais: a exaustão emocional, caracterizada por fadiga, fraqueza, falta de esperança, impaciência, irritabilidade e dificuldade em lidar com as situações estressantes; a diminuição da realização pessoal, caracterizada, por exemplo, pela baixa satisfação com as atividades do trabalho e pela perda da competência; e a despersonalização, ou seja, o distanciamento afetivo e a insensibilidade em relação às demais pessoas.

Dentro deste percentual, existe um segmento de profissionais que estão mais pré-dispostos a este tipo de doença: os profissionais de saúde. As instituições hospitalares já conhecem os resultados desta síndrome, na eficiência e na falta de humanização dos serviços, principalmente entre as equipes assistenciais.

Uma das apostas de prevenção desta síndrome dentro do ambiente hospitalar é o investimento na capacitação não técnica das equipes multidisciplinares das unidades. As equipes assistenciais são constituídas por profissionais já formados para isso, mas que muitas vezes não têm desenvolvidas as necessárias habilidades de organização de processos assistenciais, trabalho em equipe, liderança, comunicação e empatia, tanto entre os integrantes da equipe como com os pacientes e seus familiares. Desenvolver ou ampliar as muitas variáveis não técnicas nas equipes multiprofissionais promove, comprovadamente, a melhoria na qualidade da assistência.

Segundo César Bortoluzo, Líder Executivo da Delphos – Medicina, Consultoria e Gestão – o fato dos profissionais de saúde lidarem diariamente com a dor física e inexorável finitude da vida contribui para o surgimento da síndrome. ” É um aspecto que fragiliza o indivíduo, por mais competente que ele seja nos aspectos técnicos da sua profissão. Poder concentrar-se em entender as dores, comunicar-se com as pessoas doentes, com os companheiros de equipe, bem como em lidar com as próprias frustrações, dá à essa pessoa a oportunidade de mitigar o sofrimento próprio do exercício da profissão”.

Fonte: Assesoria de Imprensa


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Saúde Bem Explicada29 de junho de 20187min961

 

Pesquisas recentes registram que, aproximadamente, 20% das pessoas com 65 anos de vida já apresentam um quadro neurológico chamado de déficit cognitivo leve e, cerca de 38% destas desenvolverão, em cinco anos, a Doença de Alzheimer (DA). O mestre em medicina e neurologista Dr. Rafael Higashi, da Clinica Higashi, faz o alerta de que um terço das pessoas, ao redor dos 85 anos, desenvolverá a Doença de Alzheimer, evidenciando uma condição neurológica bem comum.

Diante desses índices alarmantes vem crescendo o interesse por questões relacionadas às doenças degenerativas, de origens diversas e permeadas por um universo de incertezas. E, para esclarecer as frequentes dúvidas que rondam as mesas dos restaurantes, dos consultórios e encontros sociais com família e amigos, como “ando tão esquecido, será que eu estou com início de Alzheimer?”ou  “será que a minha mãe está com Alzheimer?” – o neurologista esclarece como ocorre a evolução dessa doença.

Segundo o especialista já é possível se fazer o diagnóstico fisiopatológico da doença logo no início, muito antes do quadro demencial, partir do exame do liquor -Líquido Cefalorraquiano (LCR), – que estuda os biomarcadores da Doença de Alzheimer, refletindo a “assinatura” da doença.  Também conhecido também como  ou líquido da espinha, é um fluído corporal transparente, produzido pelo cérebro, que pode ser retirado através de uma punção liquórica na coluna lombar. Ao ser enviada ao laboratório, a alteração dos marcadores de proteína TAU e Amiloide registra os primeiros sinais da doença de Alzheimer, antes mesmo que as manifestações clínicas apareçam.

A evolução da doença de Alzheimer pode ser dividida em 3 fases; a fase pré-sintomática, quando o paciente não tem alterações objetivas em testes de memória, entretanto, já está com a doença, bem no seu início; a fase prodrômico ou chamado de déficit cognitivo leve, quando o paciente já apresenta perda de memória, comprovada através de testes e cognitivos da memória, realizados no próprio consultório do médico, (nesta fase da doença a pessoa ainda não tem perda de suas atividades de trabalho), e a demência de Alzheimer propriamente dita, que apresenta manifestações cognitivas importantes a ponto de provocar alteração nas atividades cotidianas, já sendo notada a perda no rendimento e funcionalidade do indivíduo.

O exame do liquor é útil principalmente nas fases iniciais da doença, a pré-clínica ou de déficit cognitivo leve, antecipando o médico e a família às complicações da doença. Contudo, o neurologista discorda daqueles que acreditam que seria melhor o paciente não ter o diagnóstico da Doença, em uma fase bem inicial. “Apesar da doença de Alzheimer ainda não ter cura hoje, com os tratamentos atuais podemos prolongar a vida produtiva do paciente. Conhecer o inimigo é o primeiro passo para ganharmos a luta e, além disso, pode ser que, no futuro próximo, uma medicação venha a inibir a progressão da doença, podendo beneficiar aqueles com o diagnóstico da doença logo no estágio inicial”, afirma o especialista.

A boa noticia é que aqui no Brasil, os laboratórios especializados de análise de líquor já estão aptos a realizar a medição da dosagem destes biomarcadores e outros exames para detecção da DA pré-clínica ainda estão em fase de pesquisa. E, recentemente, pesquisadores japoneses e australianos publicaram na Revista Nature, estudos de marcadores de sangue para DA capazes de detectá-la no estágio pré-clínico e inicial, mas estes testes são apenas disponíveis para pesquisa e a acurácia do seu resultado ainda precisa ser confirmada por outros estudos. Mas é importante não confundir exames que registram o aumento do risco com exames diagnósticos. Já é possível saber hoje o aumento da chance de uma pessoa desenvolver a DA através de um teste de sangue chamado de genotipagem da APOE, que informa o aumento ou a diminuição do risco de ter a DA, mas não é diagnóstico. “Esses testes dizem a respeito do aumento ou da diminuição da chance de ter Alzheimer, e não do diagnóstico fisiopatológico da Doença.” pondera o neurologista Rafael Higashi.

O principal fator de risco para a DA é o próprio envelhecimento. “Diante de queixas de perda da memória aos 40 anos, a probabilidade de estar com a doença de Alzheimer, diferentemente do que ocorre aos 85, é pequena, contudo há exceções da Doença de Alzheimer que se iniciam antes dos 65 anos, as quais denominamos de Alzheimer precoce”, alerta o neurologista. Nestes casos, normalmente, a origem é de ordem genética podendo ser do tipo autossômica dominante, quando o progenitor é portador do gene da doença, levando o risco de cada descendente herdar o gene à ordem dos 50%, e ter a denominada “doença no futuro”.

Em suma, hoje já é possível, o diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer, entretanto, exames do liquor necessitam de punção liquórica, que só pode ser realizados por médicos com experiência neste tipo de procedimento, normalmente o neurologista.

Fonte: assessoria de imprensa Fatutti Comunicação