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Saúde Bem Explicada1 de setembro de 20183min207

Tive a boa sorte de participar na última quinta-feira, dia 30, de mais uma das reuniões do grupo Humanidades da Saúde, do Hospital Samaritano, produzida pelo Dr. Ricardo Cruz e pela mais que querida Edna, sua assessora de longa data. O tema: O que você quer ser quando envelhecer? De cara já mexeu comigo a música de abertura Forever Young, de Alphaville (https://www.letras.mus.br/alphaville/1356/)

O médico-palestrante Alexandre Kalache é presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil. Filho de uma mãe com 100 anos, portadora de Alzheimer, Kalache falou o tempo todo com muito otimismo. Para ele o envelhecimento ativo deve ter quatro capitais para garantir qualidade de vida: saúde, conhecimento, capital social e financeiro. E que ter um propósito de vida e alta auto-estima ajuda muito a encarar essa fase da vida.

Segundo Kalache é preciso acabar com as barreiras entre idosos e jovens. A aproximação é boa sim para ambos que com certeza tem muito a trocar. Fico pensando: será que estimulamos nossos filhos a se aproximarem dos avós, a trocarem abraços e beijos, a conversarem, o que Kalache chamou de solidariedade intergeracional. Os idosos têm sim a capacidade de inspirar novas gerações. Eles estão muito mais ativos e é preciso estimulá-los a se inserir nas atividades familiares, esportivas. Claro que nem todos têm as mesmas possibilidades, tiveram as mesmas oportunidades de se tratar, mas como ele bem disse, claro que quanto mais cedo a pessoa começar a se cuidar melhor, mas nunca é tarde para começar.

Desenvolver a cultura do cuidado do início ao fim é fundamental e por falar nisso, se seus pais têm cuidadores, você também precisa tratar com amor esses profissionais. Com as pessoas vivendo mais é necessário reinventar o curso da vida, se adaptar a essa nova realidade, curtir a vida sem culpa. Kalache disse ainda que há seis semanas das eleições, ele não ouviu uma proposta dos futuros governantes para a questão do envelhecimento e que R$1,6 trilhões são movimentados por ano no Brasil por pessoas com mais de 50 anos, o que representa ¼ do PIB Nacional, de acordo como IBGE.

E o evento terminou ao som de Kid Abelha, com a música Amanhã é 23. No dia seguinte minha aula de canto foi com essa canção e acreditem senti novamente toda emoçao vivida no evento.


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Saúde Bem Explicada4 de maio de 20183min393

” Um olhar para a genética: as escolhas que nossos avós não faziam” foi o tema da 38° reunião do projeto Humanidades realizada ontem,  3 de maio, no Hospital Samaritano, em Botafogo. A palestrante
Mayana Data, Diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células Tronco da USP, levantou questões sobre a possibilidade que escolas e empregadores terão de pedir testes genéticos para medir genes de inteligência, propensão ao vício e tendência criminal.

Também será permitido saber a predisposição maior de crianças para esportes de explosão ou de resistência e levantou as  perguntas: se a criança não tiver a variante de atleta ela será desestimulada? É se ela tiver e não gostar de esporte, ela  vai ser forçada a ser atleta?

Mayana mostrou que uma pesquisa identificou os genes transportadores da serotonina em ingleses e brasileiros e se verificou que os brasileiros podem ser mais felizes por uma questão genética e não por conta do sol, futebol e carnaval.

Outra informação que chocou a plateia foi uma pesquisa realizada com pais surdos indicando  que eles selecionaram embriões com mutação para surdez para seus filhos justificando que dessa forma se comunicaram melhor com seus filhos.

Sobre a identificação dos genes do otimismo foram levantadas as seguintes dúvidas:  será possível atuar nesses neurotransmissores e aumentar o otimismo, melhorar o mau humor e criar a pílula da felicidade? Ao se identificar as pessoas ” geneticamente infelizes” poderá haver maior compreensão com essas pessoas?

Ela falou ainda que no futuro teremos sensores para reconhecimento facial e biométricos e que será possível saber como cada frase atua sobre a pressão sanguínea.

Muitas perguntas lançadas pata a plateia que saiu de lá pensando em como as informações genética serão usadas, se será possível fazer edição de genes e desenvolver drogas para aumentar a inteligência.

 

 

 

 


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Saúde Bem Explicada21 de dezembro de 20174min670

 Desenvolver ou ampliar as habilidades não técnicas nas equipes de saúde promove a melhoria na qualidade da assistência e menor sofrimento físico e emocional do paciente e família no processo de morte

O controle da dor e de todos os sintomas de natureza física, social e emocional constitui a base dos cuidados paliativos, voltado para a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Essa intervenção foi reconhecida como uma área da medicina pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2002.  Desde então, dados da OMS apontam que a cada ano cerca de 40 milhões de pessoas no mundo precisam de cuidados paliativos, mas apenas 14% têm acesso ao recurso.

César Bortoluzo, Líder Executivo da Delphos – Medicina, Consultoria e Gestão, explica que ao contrário do que muitos pensam, os cuidados paliativos não se restringem aos casos de possibilidades terapêuticas curativa, pelo contrário, devem estar presentes em todas as etapas do tratamento de doenças graves e sem cura, independente da idade, das condições ou do prognóstico do paciente. A assistência humanizada desenvolvida por uma equipe multidisciplinar deve cuidar para que o paciente tenha o mínimo de sofrimento físico e emocional e enxergue o processo de morte de uma forma mais natural.

– As equipes assistenciais são constituídas por profissionais já formados para isso, mas muitas vezes não tem desenvolvidas as necessárias habilidades de organização de processos assistenciais, trabalho em equipe, liderança, comunicação e empatia, tanto entre os integrantes da equipe como com os pacientes e seus familiares. Desenvolver ou ampliar as muitas variáveis não técnicas nas equipes multiprofissionais promove, comprovadamente, a melhoria na qualidade da assistência -, ressaltou.

De acordo com Bortoluzo, há um amplo contexto de emoções familiares e sociais envolvidas nesse processo. Existem muitas técnicas para promover a melhor qualidade de assistência, que podem e devem ser empregadas com o objetivo de atingir o melhor resultado. As práticas paliativas também oferecem orientações, apoio social, além de intervenções psicoterapêuticas do diagnóstico à fase do luto.

– Respeitar as escolhas e as particularidades de cada pessoa é uma premissa básica dos cuidados paliativos. A comunicação e a liderança dentro da equipe multiprofissional, e destes com pacientes e famílias, propicia melhores chances de lidar com o sucesso dos procedimentos e também com a inevitabilidade da morte em muitos casos -, explicou.

 

Fonte: VT Comunicação