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Saúde Bem Explicada20 de setembro de 20182min170

Pela primeira vez, o Congresso Franco Brasileiro de Oncologia terá uma sala dedicada a interdisciplinaridade no tratamento do paciente oncológico, no sábado, 22/09, das 9h às 17h, no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A inciativa é da médica oncologista Sabrina Chagas em parceria com a blogueira Day Sant’Anna, do blog Viver Eu Quero.

– Ouvir o outro lado, ou seja, ouvir também os pacientes é uma tendência nos estudos e salas dos congressos europeus e americanos, mas ainda pouco visto aqui no Brasil. Por isso, resolvemos trazer isso para o Franco Brasileiro, e nossa proposta foi aceita. Eu sei bem como é o outro lado. Além de oncologista, vivi de perto o que é ter um familiar com câncer – conta Sabrina.  A sala será uma oportunidade de aproximar todos os envolvidos na luta contra o câncer.

– O ineditismo dessa proposta reside na inversão do olhar na construção do programa científico desta sala. Não vamos partir do ponto de vista exclusivamente técnico, pois queremos extrair o que há de novo na Oncologia que seja capaz de atender diretamente aos anseios de quem luta pessoalmente contra o câncer: o paciente. O que ele e seus familiares mais anseiam é boa informação e qualidade vida – complementa, Day.

O evento é para profissionais da área da saúde. As inscrições e a programação completa da sala está disponível no site: https://sfbo.com.br/

 

Serviço

 

Evento:  O Novo Caminho da Oncologia: Multidisciplinaridade e Comunicação

Local: Windsor Barra Hotel –  Avenida Lúcio Costa, número 2630 – Barra da Tijuca

Dia: 22/09 – Sábado

Horário: 9h às 17h

Mais informações: https://sfbo.com.br/

 

Fonte: Assessoria de Imprensa  Dra. Sabrina Chagas


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Saúde Bem Explicada30 de maio de 20182min198

A Fabinject  recebeu em outubro de 2017 o prêmio Desafio Pfizer pelo desenvolvimento do Sistema Capelli, 100% nacional, de resfriamento do couro cabeludo para minimizar a perda dos fios durante a quimioterapia para tratamento do câncer, especialmente câncer de mama.

O equipamento já está presente em quatro hospitais de São Paulo. Na BP (Beneficiência Portuguesa), além dos atendimentos particulares, também há atendimentos pelo SUS.

Gianmaria se inspirou no caso da apresentadora Sabrina Parlatore para desenvolver o Sistema Capelli . Sabrina, há dois anos, utilizou uma tecnologia semelhante, importada, para conter a queda dos cabelos durante sessões de quimioterapia.

Entre as vantagens do equipamento desenvolvido pela Fabinject, em relação à opção importada, estão a promessa de melhores resultados, mais conforto para a paciente e o valor para o hospital. Enquanto o equipamento importado custa em torno de 80.000,00 euros, o Sistema Capelli  custa R$ 60.000,00, redução que certamente reflete no valor da sessão cobrada à paciente.

A touca nacional promete resultados melhores e também menos dor na cabeça da paciente graças a seu formato mais anatômico. “Como o equipamento trabalha com temperaturas muito baixas para resfriar o couro cabeludo e gerar a vaso constrição para evitar a abertura do bulbo capilar, ela precisa estar bem presa e apertada”, explica o empresário, orgulhoso pelo fato de saber que sua inovação está contribuindo com a autoestima de mulheres que sofrem com toda a modificação que o câncer de mama causa em seu corpo.

Fonte: Assessoria de Imprensa Press Rio

 


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Saúde Bem Explicada10 de maio de 20185min850
Em homenagem ao Dia das Mães, comemorado no próximo domingo, 13 de maio, a médica oncologista Sabrina Chagas e a blogueira Day Sant’Anna promoveram a ação Amor de Divas, do projeto Divas, onde cinco mulheres, em tratamento ou já curadas do câncer, foram as estreladas do ensaio fotográfico com os filhos, no jardim de uma casa no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Clicadas pelo fotógrafo Wagner Assis, elas deixaram o amor rolar durante a sessão de fotos. A beleza delas ficou nas mãos de um time de profissionais formado pelo Wanderley Rangel, Priscila Almeida e Mari Merrelho.
As modelos por um dia Jany Sandra de Oliveira Souza, de 54 anos, e a filha Isabela de Oliveira Souza, de 20 anos, viram suas vidas mudarem completamente ao receberem o diagnóstico do câncer.
“ Eu recebi o diagnóstico de câncer de mama com 49 anos. Três anos depois, fui novamente diagnosticada com câncer na outra mama. Na hora foi um susto muito grande, mas o pior momento que passei na minha vida foi quando minha filha Isabela também recebeu o diagnóstico de câncer na tireoide. Pouco tempo depois recebemos a notícia de que era metástase. Ali meu mundo caiu totalmente. Confesso que esqueci completamente de mim para cuidar da minha filha. Nossa relação sempre foi boa, mas melhorou muito depois de tudo que passamos juntas. Fizemos até uma tatuagem para eternizar o nosso amor”.
Idealizadora do projeto, a médica Sabrina Chagas acredita na humanização do atendimento aos pacientes com câncer.
“A proposta dessa terceira edição do projeto foi falar do amor. Esse sentimento tão bonito entre mães e filhos. Confesso que essa etapa foi muito emocionante. Não tem preço ver a felicidade que conseguimos levar para essas mulheres e seus filhos. A sensação é de dever cumprido. Já sabemos que a parte psicológica é muito importante no tratamento e na recuperação. Por que algumas pacientes entraram em depressão, por isso ajuda-las a sentirem bem faz diferença “.
De paciente a defensora da luta contra o câncer, a blogueira Day Sant’Anna aposta nessas inciativas para melhorar a vida de outras pessoas.
Essa etapa do Projeto Divas mexe muito comigo. A maternidade no olhar de paciente é, ao mesmo tempo, o ponto de maior vulnerabilidade e de maior força. Meu maior desespero, em 2016, ao receber o diagnóstico de câncer de mama foi imaginar que meu filho, que então tinha apenas 2 anos, poderia crescer sem uma mãe. Por outro lado, toda vez que encarava um momento difícil do tratamento, pensava que se aquilo era o que se fazia necessário para ver meu filho crescer, estava ok. Por ele e meu marido eu faria aquilo e muito mais. Com esta percepção, de repente tinha a força e a disposição necessárias para encarar qualquer coisa – conta, a mamãe coruja do Gustavo Sant’Anna, de 4 anos.

 


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Saúde Bem Explicada13 de abril de 201810min1037

 

O paciente não é uma doença!

Olhando para trás, a sensação que tenho hoje é que foi há pouco tempo que comecei a ser, verdadeiramente, oncologista, apesar de ser formada em oncologia há mais de 10 anos. E o que mais me impressiona, é que exatamente agora, me sinto fora do quadrado aonde a maioria dos meus colegas vivem.

Essa mudança aconteceu há quase três anos, quando meu pai teve câncer de mama. Naquele momento tive a infeliz oportunidade de viver o outro lado da mesa do consultório. Passei a ser familiar de paciente. Sofri, tive medo de todos os sintomas porque ele ia passar, precisei estar cercada de amigos e me apeguei na fé de que tudo iria dar certo no final. E felizmente, deu.

Mas se foi um sofrimento, como pode ter sido uma oportunidade?

Após oito anos de trabalho no Inca, eu sempre tive a percepção muito clara de que viver a história de um câncer transforma vidas. E isso pode ser bom ou ruim. Várias vezes vivenciei a trajetória de pacientes que com lesões extremamente pequenas e com prognóstico muito bom, após a cura, não sabiam voltar a sua rotina. Por outro lado, pessoas com a doença muito avançadas, seguiam vivendo bem e felizes. Quando digo felizes, falo sobre uma redescoberta pessoal verdadeira que trouxe um novo olhar sobre prioridades e sobre a felicidade.

Com a rotina de exames e tratamento do meu pai, percebi o quanto a oncologia vai além de prescrevermos nossos remédios atrás de uma mesa e de estudarmos compulsivamente todos os dias sobre os novos estudos oncológicos. Vai muito além!

Percebi que as maiores dúvidas, muitas vezes não são tiradas por vários motivos. Seja porque a relação médico-paciente não foi bem estabelecida, ou também porque o paciente acha que sua pergunta é “boba” para ocupar o tempo corrido de seu médico. Vi que em vários momentos, elas são tiradas pela internet! E assim, por fontes nem sempre confiáveis.

E finalmente, foi no maior congresso que temos em oncologia no mundo (ASCO – American Society of Clinical Oncology) onde descobri que todas essas percepções que eu tinha, eram embasadas cientificamente. Lá, na sessão Plenária foi apresentado um trabalho que mostrou que pacientes acompanhados de perto por uma equipe (não só pelo médico), no período entre os ciclos de quimioterapia, informando seus sintomas com regularidade, quando comparados com aqueles que são vistos apenas nas consultas agendadas normalmente, tem um benefício enorme em seus tratamentos! Seja porque conseguem controlar as toxicidades de forma precoce ou também porque aderem mais ao tratamento, a grande notícia foi uma mudança nos paradigmas. Agora sabíamos que sim, esse paciente tem que ser visto mais de perto e sim, precisamos dar mais atenção e mais espaço para que ele se sinta confortável para conversar com o seu médico.

A era dos médicos que não olham o paciente no olho, que não tocam em seus pacientes com alguma sensibilidade, está chegando ao fim.

A partir desse congresso imergi numa busca interminável por mais estudos que embasassem ainda mais essa percepção integral ao paciente. E se antes me sentia solitária em minha caminhada, descobri um mundo enorme de informações. Agora sei, por exemplo, que os principais hospitais Americanos contam com áreas especificas para abordar o paciente com essa visão. Não é uma medicina alternativa, mas uma forma de não ver o paciente como uma doença. O paciente não é uma doença! O paciente deve ser visto como um ser humano que precisa de um tratamento especifico para o câncer, mas que possui sentimentos variados dentro de si, crenças, questões sociais a serem resolvidas e também uma estrutura familiar que está completamente abalada.

Conto nos dedos, os hospitais no Brasil que apresentam esse setor de Medicina Integrativa. E não me surpreendeu nenhum pouco, dois deles serem o Sírio Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein. No Rio de Janeiro, os médicos ainda estranham quando converso sobre o tema. E não é culpa deles! Em nossa vida acadêmica, somos ensinados a tratar as doenças. Aos poucos vejo que estão surgindo matérias aonde o estudante deverá aprender a abordar e cuidar do paciente. E isso envolve questões emocionais profundas. Convenhamos, ser oncologista demanda um extremo equilíbrio emocional, senão desmoronamos a cada fim do dia.

Hoje, sou palestrante, tenho vários canais de mídia como https://www.facebook.com/drasabrinachagas/ e https://www.instagram.com/drasabrinachagas/) aonde converso e tiro dúvidas todos os dias, incansavelmente, com as pessoas que ali me procuram. Realizei vários eventos também com o intuito de desmistificar a doença e mostrar a importância do diagnóstico precoce.

Nessa caminhada fui descobrindo ainda mais coisas. Primeiro, percebi claramente que quando falo a minha história com meu pai (escrevi um livro sobre isso chamado “Como Estamos? O desafio do câncer de mama) as pessoas se sentem amparadas. Isso acontece porque todos nós carregamos sensações muito parecidas dentro de nós. Mas como não falamos, achamos que somos os únicos a carregar certas dores, medos, etc. Mas quando vemos que outras pessoas também sofrem verdadeiramente com o que sofremos e reagem como nós reagimos, automaticamente nos sentimos mais fortes. Por isso os eventos que faço e participo, não param de crescer. A próxima ação será um ensaio fotográfico especial de Dia das Mães com pacientes em tratamento ou já curadas e os seus filhos o que me enche de alegria e realização. Porque se antes meu conhecimento oncológico, ficava em meu consultório, agora ele ajuda infinitamente mais pessoas. Muito além do Rio de Janeiro, ele viaja até outros países!

Outra descoberta que fiz, se refere a vida após o câncer. Como assim?

Logo que o paciente acaba o tratamento, seja a quimioterapia, ou a radioterapia, suas consultas começam a ficar menos frequentes. E teoricamente o paciente está apto a voltar para sua rotina prévia. Mas vejam: ele se vê solto numa nova realidade. Agora ele não verá seu médico sempre, mas continua com muitas dúvidas sobre como viver agora. Os amigos que antes estavam muito presentes solidários a sua doença, agora já se voltaram para suas vidas. Da mesma forma a família. E muitas vezes, o paciente ainda não retornou ao estado físico e emocional que vivia antes. Indo mais a fundo nos meus estudos, percebi como é enorme a quantidade de pacientes que iniciam quadros de depressão e ansiedade após ter alcançado a cura.

Mas como poderá o oncologista atentar para isso, se o paciente agora já vai sozinho as consultas e se muitas vezes, nem ele próprio se percebe nessa situação?

E novamente encontro aí a necessidade de uma abordagem mais integral ao paciente, aonde uma equipe consiga diagnosticar e tratar esses pontos falhos da caminhada oncológica. Todos merecem se restabelecer por completo. E os caminhos para isso são variados e funcionam caso a caso. Muitas vezes usaremos o acompanhamento psicológico, parte fundamental nesse processo. Em outros momentos, a meditação, acupuntura, exercícios sempre. Às vezes, uma conversa mais profunda já dá o pontapé para essa nova vida. E para isso a relação com o médico tem que ser extremamente firme.

Sabrina Chagas