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Saúde Bem Explicada7 de junho de 20182min227

O engenheiro Guilherme Machado Rabello, com mais de 25 anos de experiência no setor de telecomunicações, atua desde 2011  na área de Saúde, no desenvolvimento de soluções em Telemedicina, Inovação Médica de produtos e processos.

Em artigo publicado no Linkedin, Rabello faz uma reflexão sobre a forma como sedará a disrupção na relação Paciente-Médico,  (nessa ordem mesmo, o Paciente em primeiro)? Para ele, a verdadeira disrupção necessária começa na percepção que esses dois elementos têm um do outro – Paciente e Médico  e o desafio da Saúde Digital no século 21 não será tecnológico, mas sobretudo humano!

Uma das leituras que mais o  fez pensar no assunto  foi o livro “The Patient Will See You Now” de Eric Topol, cardiologista e diretor do Scripps Translational Science Institute nos Estados Unidos, uma das lideranças mundiais no repensar a Medicina contemporânea.

Segue o link para que você possa conferir essa reflexão do Gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do InovaInCor (núcleo de inovação do Instituto do Coração-InCor e da Fundação Zerbini).

 

Veja o artigo completo no Linkedin

Boa leitura!

 

 


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Saúde Bem Explicada20 de março de 20185min974

 

Há cerca de um mês houve a maior polêmica sobre hipnose. A técnica, aplicada por uma advogada em uma personagem que tinha sido abusada sexualmente pelo padrasto na novela “O outro lado do paraíso”, escrita por Walcyr Carrasco, passou a ser questionada. Quem era o profissional habilitado a aplicar  a hipnose?

 

Fiquei feliz quando a psicóloga Glauce Corrêa, doutora pela UFRJ, me enviou um artigo sobre o tema. Acho que o texto esclarece como a técnica deve ser aplicada. Boa leitura!

 

O valor da hipnose

 

A hipnose virou assunto fácil depois da abordagem da prática na novela. Junto com isso, surgiu muita polêmica sobre a eficácia da hipnose e seu uso pelo profissional de coaching.  Entre as atribuições de um coaching está a de atuar nas travas emocionais de uma pessoa, usando técnicas práticas e não necessariamente analíticas, que é uma das técnicas da terapia cognitivo-comportamental. Costuma ser utilizado como  um planejamento estratégico, para alcançar objetivos futuros, sem utilizar o passado ou valer-se da hipnose regressiva.

 

Antigamente a hipnose estava associada aos shows de circo. Hoje, ela é reconhecida como técnica auxiliar da Psicologia que depende de treinamento profissional específico. No Brasil, o Conselho Federal de Odontologia foi o primeiro órgão representativo de uma categoria profissional a reconhecer a hipnose como ferramenta clínica, em 1993, seguido pelo Conselho Federal de Medicina (1999), Conselho Federal de Psicologia (2000) e Conselho Federal de Fisioterapia e Terapias Ocupacionais (2010). Como se vê, existe todo um conhecimento científico e que deve ser restringido a profissionais da área da saúde capacitados. A hipnose é técnica terapêutica exclusiva dos médicos, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas e outros profissionais que realizam terapia natural. Porém, quando se trata de profissionais que não possuem formação na área da saúde e que estão dispostos a atuar como um hipnoterapeuta, é fundamental ser formado em um curso de capacitação técnica em Hipnose Clínica e ser inscrito na Associação Nacional dos Terapeutas. Justamente por abranger complicações e conter contraindicações, sua utilização por pessoas leigas configura-se como curandeirismo.

Os psicólogos, independentes de suas abordagens terapêuticas, utilizam a técnica como ferramenta de trabalho para vários transtornos mentais. Portanto, não se deve banalizar ou tratar de forma tão superficial um assunto intensamente sensível.

A terapia cognitiva comportamental faz uso da hipnoterapia como técnica de tratamento, visando abordar a raiz do problema e não apenas os sintomas. Ela acessa conteúdos cognitivos com mais rapidez, promovendo mudanças na forma como a pessoa pensa, sente e se comporta.

A novela também lida com um trauma do passado que leva a personagem a um sofrimento mental, emocional e existencial. O atendimento psicológico com profissionais da Psicologia, neste caso específico, é o mais indicado. Na vida real, o uso da hipnose como técnica profissional, mas não como o único recurso do tratamento, tem se mostrado muito adequado e eficaz.

A avaliação psicológica de adultos, vítimas de abuso sexual, é um desafio para os profissionais da área da Psicologia, devido à sua complexidade. O trauma deixa marcas profundas e a vítima tem sua vida afetada completamente. Romper o silêncio e narrar algum episódio que pode levar às lembranças requer tempo, apoio e conforto emocional. O acolhimento e o suporte dados às vítimas são fundamentais, mas estes requerem, sempre, capacitação profissional adequada.

 

Dra. Glauce Cerqueira Corrêa da Silva

Presidente da SBRAMO – Associação Brasileira Multiprofissional em Oncologia

Diretora da Comissão de Psicologia da ABRAMEDE – Associação Brasileira de Medicina de Emergência – Nacional e Regional RJ

Mestre e Doutora pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro

 


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Saúde Bem Explicada13 de março de 20185min431

 Há uns 50 anos, os pais procuravam a natação para suas crianças na faixa etária acima dos 7/8 anos e só havia praticamente clubes para a prática do esporte, raras eram as academias.Muitos atletas de alto nível vieram desta “leva”. Naquela ocasião, era determinado pelo pediatra, alergista ou outro médico nadar. As indicações eram mais para os asmáticos.

De 30 anos para cá aproximadamente surgiram as academias especializadas e aulas personalizadas. Os pais de crianças bem pequenas e até mesmo bebês, passaram a nos procurar por orientação de seu pediatra, outros pelo boca a boca de amigos e ainda para que seu pequeno pratique uma atividade física.  E SABE POR QUÊ?

 

PRIMEIRO: é o único esporte  indicado para bebês ou crianças abaixo de 2 anos.  Numa academia especializada, com a temperatura da água da piscina ideal, podemos receber essa gente miúda com 5 ou 6 meses de vida, com vacinas em dia é claro, e  liberados por seus pediatras.  Em casa, podemos começar a estimular bebês aos 3 meses.  Eu mesma já trabalhei com vários.

 

SEGUNDO: o meio líquido, com a água aquecida, remete ao útero materno, aconchegante, tranqüilo e gostoso.  Muitos pais relatam alteração positiva na qualidade do sono e na alimentação. Ela favorece equilíbrio, lateralidade, força, tônus muscular, domínio da respiração, visão subaquática, socialização, criatividade, autoestima, enfim são inumeráveis os ganhos. Não vou sinalizar agora o que pode significar nos casos patológicos, isto é para outro artigo;

 

TERCEIRO: a natação trabalha nosso corpo como um todo, de maneira global. Isso quer dizer que os aparelhos locomotor, respiratório e circulatório trabalham simultaneamente. Sem contar que ela é uma atividade preventiva, provedora de saúde, bem como é capaz de auxiliar em muitos tratamentos físicos e psíquicos;

 

Preste atenção!

Agora o item mais importante de todos: SEGURANÇA! 

 

Saber nadar muitas vezes não garante a sobrevivência a um acidente em piscina, rio ou mar. Diante das dolorosas pesquisas e fatos (SOBRASA –  Sociedade Brasileira de  Salvamento Aquático), nosso olhar mudou! As aulas são constantemente reformuladas, atualizadas e aprimoradas para crianças de todas as idades, até mesmo os bebês. Nosso objetivo é nadar e salvar!

 

Muitas vezes, durante as aulas, exercícios lúdicos são ministrados baseados no salvamento.  Quer um exemplo?  Brincadeiras de cair e levantar no raso ou na casinha tubular (trabalhar o palmateio e controle da respiração) em diversos decúbitos, repetidas vezes.  Brincar de “dona aranha” na borda (executar o agarre) onde a força nas mãos é vivenciada pelo bebê e trabalhada com as crianças acima de 2 anos. São praticados saltos da borda com retorno para que a criança saiba como  retornar a borda e subir, caso venha cair numa piscina.

 

Enfim, esses são apenas alguns exercícios dos vários realizados em uma aula. Vamos potencializar a capacidade de salvamento da criança.  Com tudo isso e ainda assim, nunca, nunca mesmo, uma criança pode ficar sozinha perto de piscinas, rios ou mar.

 

 

Abraços,

Luz e Paz

 

Denise Castro Reis Manfredini

Licenciatura Plena Educação Física

Pós Graduação em Ginástica Médica

Especialista em Psicomotricidade Aucouturier

CREF1- G- 000791/RJ

ABP sócia titular nº 335

 

Facebook: DenisePeixinho FazendoArte

Instagram: @denisepeixinhoFazendoArte


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Saúde Bem Explicada6 de março de 20183min295

Uma mulher faz um ultrassom pélvico ou transvaginal solicitado por seu ginecologista como parte da rotina dos exames periódicos e se depara com o resultado indicando a presença de um “nódulo uterino sugestivo de mioma”. Essa situação é extremamente frequente e muitas vezes, a informação contida no laudo do exame irá gerar dúvidas e um certo grau de ansiedade. Fato é que a maioria das mulheres, cerca de 80%, vai ter um mioma no útero durante a vida e, para grande parte delas, isso não vai ter nenhum significado!

Miomas são nódulos que se desenvolvem de células do músculo uterino, provavelmente por alterações genéticas e que têm comportamento variável em relação ao crescimento, ou seja, podem ou não aumentar de tamanho com o passar do tempo. Além disso, a importância clínica dos miomas varia com a posição deles no útero. Se estiverem localizados mais externamente, em geral, não provocam qualquer sintoma, exceto se muito volumosos (acima de 7 ou 8cm), quando podem provocar aumento do volume abdominal e vontade de urinar com frequência, de forma similar à gravidez (que também faz o útero crescer e pressionar a bexiga). Quando na parede do útero, também não provocam muitos sintomas, exceto se crescerem, podendo causar dor pélvica e aumento do fluxo menstrual. Por fim, os miomas podem surgir dentro da cavidade uterina, esses sim causam normalmente aumento mais intenso do fluxo menstrual, mesmo os de pequenas dimensões.

Vemos assim, que a simples presença de um mioma só terá importância se provocar algum sintoma, que surge dependendo do tamanho e da posição desse nódulo uterino. No entanto, na maioria das vezes, os miomas permanecem pequenos, sem provocar qualquer alteração clínica. Um seguimento com o ginecologista consegue facilmente monitorizar essa situação tão comum para as mulheres.

 

Sérgio Podgaec


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Saúde Bem Explicada14 de fevereiro de 20184min492

O Carnaval foi bom? Você deixou os problemas guardados na gaveta e foi brincar nos blocos? – Sim, você foi ser feliz!

Mas e agora, como você faz para sair da cama, pegar o carro, os meios de transporte lotados, encarar o  trânsito? – no Carnaval estava tudo lotado, certo? Mas é Carnaval! – E  agora para enfrentar as obrigações e as contas para pagar?

Você se recorda dos propósitos e das metas que planejou na virada do ano? Hora de começar a se mexer para colocá-los em prática! Ter objetivos na vida não é fácil e nem simples. Lembra que há três ou quatro dias você colocava em prática o objetivo de se divertir no Carnaval? Mas, o que você fez para conseguir tal feito? Trabalhou, guardou dinheiro, se organizou para ter tempo e aí, foi ser feliz.

Para que a diversão seja garantida o ano todo, evoque o espírito carnavalesco, das músicas, das danças, dos amigos. Sim, dos amigos. Alguns deles devem estar aí ao seu lado. Será que só no Carnaval você consegue rir e relaxar com eles? Por que os lugares que você frequenta não podem ser todos divertidos?

A felicidade é um estado mental e, pode ser estrategicamente aprendida para virar costume. Dentre os hábitos diários, rotinas e decisões, coloque ser feliz sempre. Seja habilidoso para lidar com a vida, com os problemas, com as pessoas e seus comportamentos. E assim, você perceberá que os benefícios serão enormes.

Já que a realidade é arrogante e invasiva e não mais leve como no Carnaval, mostre para ela quem manda na sua vida. Concordar ou negar algumas decisões deve fazer parte dos seus planos de ser feliz. Torne seu ambiente de trabalho um lugar agradável e prazeroso. Não se sinta “preso” ou trabalhando apenas para ganhar dinheiro. Seja feliz!

Seja responsável por sua vida. Angústia, tristeza, stress, não resolvem seus problemas. Suas reações e a forma como você se expressa diz muito sobre a sua pessoa. Por que no Carnaval você estava tão feliz?

Eduque-se para ser feliz! Tenha projetos!

Acordar todos os dias e fazer algo que vai colaborar para alcançar a sua meta de vida é importante para te manter no foco da sua felicidade.

Que as lembranças do espírito de Carnaval te impulsionem o ano todo!

 

Dra. Glauce Cerqueira Corrêa da Silva

Presidente da SBRAMO – Associação Brasileira Multiprofissional em Oncologia

Diretora da Comissão de Psicologia da ABRAMEDE – Associação Brasileira de Medicina de Emergência – Rio de Janeiro e Nacional

Mestre e Doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ